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Representante mineira no TUF 25 Finale, Ju Thai busca embalo e afirmação no UFC

FOTO: © Reprodução

Representante mineira no TUF 25 Finale, Ju Thai busca embalo e afirmação no UFC

Lutadora de BH mede forças contra Tecia Torres na abertura do evento

Os mineiros fãs de MMA estarão com as atenções voltadas para a luta de abertura do TUF 25 Finale, nesta sexta-feira, na T-Mobile Arena, em Las Vegas, no primeiro dos dois eventos consecutivos do Ultimate Fighting Championship na badalada cidade, dentro da programação da Semana Internacional de Lutas. Por volta das 19h (de Brasília), Juliana Lima, a Ju Thai, subirá ao octógono em busca da segunda vitória seguida no peso palha, diante de Tecia Torres. Todas as informações são do site SUPER SPORTES.
  
Juliana, de BH, vem de triunfo sobre JJ Aldrich, em dezembro do ano passado, em Albany, Nova York. A mineira, que reside e treina em Houston, nos EUA, ao lado de seu mentor, Vinícius Draculino, espera deixar o octógono em Las Vegas da mesma forma. Ela enfrentaria outra lutadora de Minas, Amanda Ribas, que teve a estreia barrada por não ter passado em exame antidoping surpresa. Com isso, Ju Thai terá pela frente Tecia Torres, número cinco no ranking peso palha.
Com três vitórias e duas derrotas, Juliana Thai se considera mais pronta para encontrar a regularidade e engatar sequência positiva no UFC. Em entrevista ao Superesportes, a mineira disse que teve um preparo mental especial para a luta em Las Vegas e minimizou a boa posição da adversária na lista das melhores da divisão. O objetivo é a afirmação definitiva no peso palha.

Você não luta desde dezembro do ano passado, quando se recuperou no UFC. Estava na hora de retornar ao octógono? Você aproveitou essa pausa para aprimorar a técnica?
 
Eu fiquei parada porque o UFC me deixou parada. Não foi uma escolha minha. Não parei de treinar, não tive folga... Claro que não é treino de fight camp, mas treino normal, aprimorando técnica... Então, para mim não fez muita diferença ter ficado parada esse tempo.
 
Você enfrentaria uma estreante, a mineira Amanda Ribas, que acabou cortada ao não passar no antidoping. A mudança a pouco tempo do evento atrapalha sua preparação?
 
Não. A estratégia era a mesma. A única diferença é que a Amanda é maior que a Tecia. Para mim, acabou sendo melhor lutar com a Tecia, que é uma top 5, do que com uma estreante. É uma oportunidade incrível para mim.
 
Como você projeta o duelo contra Tecia Torres? A mudança interfere em seu plano de luta?
 
Eu lutei antes dela no UFC, tenho mais lutas.  Ela é mais bem ranqueada, mas não mais experiente que eu. Nós duas enfrentamos adversárias duras. Eu já enfrentei a campeã e uma ex-campeã, então, eu não considero ela mais experiente que eu. Vai ser uma luta muito boa, do jeito que eu gosto. Ela é agressiva, caminha para frente. Nós duas gostamos da luta em pé, então quem ganha é o público. Com certeza, o público vai ver um show.
Você soma três vitorias e perdeu duas lutas no UFC. O que falta para embalar de vez na divisão peso palha?
 
Falta acreditar mais no meu potencial e esse trabalho mental eu já estou fazendo. Técnica eu tenho, força eu tenho, habilidade eu tenho, falta só acreditar mais. Eu estou mais positiva, otimista, estou acreditando mais.
 
Você chegou a entrar no ranking das 15 melhores lutadoras da divisão. Em caso de triunfo na sexta, crê no retorno ao top 15? Ou prefere pensar apenas na vitória e embalar?
 
Eu não ligo muito para ranking não. Acho que tem meninas na divisão mais habilidosas que as top 10. Ranking é mais uma questão de popularidade. Meu foco é lutar e ganhar da Tecia. Se ainda assim eu ficar fora do ranking, não tem problema. Quero depois fazer meu nome, ganhar mais popularidade e aí sim entrar no ranking.
 
Nas duas lutas anteriores, você participou de eventos nos EUA, onde treina também.... prefere lutar fora ou no Brasil? E como será voltar a Las Vegas?
 
No Brasil, é onde eu nasci. Eu nunca perdi no Brasil. Então, o Brasil é como um amuleto de sorte. Mas agora está sendo importante tirar essa coisa de perder nos Estados Unidos. Ganhei a última em Nova York, então tirei esse peso. Quero fazer meu nome aqui também e é importante que o povo daqui também me conheça. Lutando para mim já está bom. Não tenho muito preferência de lugar.
 
Você crê em um duelo mais de trocação contra Tecia Torres? E se tiver chance de levar para o chão? 
 
A Tecia Torres é totalmente striker e só vai para o wrestling quando sente o golpe. E também não vejo problema. Ela é faixa azul de jiu-jitsu, então, se for para o chão comigo, abraço! Vai ser mais fácil ainda.
 
Você venceu todas as lutas no UFC por pontos, assim como perdeu duas vezes da mesma forma....pensa em um triunfo por finalização ou nocaute? Ou prefere manter o foco na vitória?
 
Eu acho que eles acontecem, mas o foco é a vitória. Se vai ser finalização ou nocaute é consequência. A Tecia também só ganhou por pontos, então vai ser legal.
 
Muitos atletas têm sido pegos no antidoping no UFC. Como você vê essa parceria com a USADA? Quais os cuidados para não falhar no exame?
 
Eu acho importante, estão fazendo um trabalho importante, mas acho também que o atleta é vítima.  A gente compra os produtos, suplementos, vitaminas, a gente nunca vai imaginar que tem algo ilegal. É complicado, mas tem que ter essa fiscalização sim. Todo mundo tem que jogar limpo.

TUF 25 Finale
 
Nesta sexta-feira, a partir das 19h
T-Mobile Arena, em Las Vegas (EUA)
 
Card principal
Michael Johnson x Justin Gaethje
Dhiego Lima x Jesse Taylor - Final do TUF 25 no peso-meio-médio
Marc Diakiese x Drakkar Klose
Jared Cannonier x Nick Roehrick
Brad Tavares x Elias Theodorou
Jordan Johnson x Marcel Fortuna
 
Card preliminar
Angela Hill x Ashley Yoder
Ed Herman x CB Dollaway
Jessica Eye x Aspen Ladd
Gray Maynard x Teruto Ishihara
Tecia Torres x Juliana 'Thai' Lima
FONTE: SUPER SPORTES
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