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Protestos pedem a renúncia de Temer e eleições gerais após gravação da JBS

FOTO: © Paulo Pinto / Agência PT

Protestos pedem a renúncia de Temer e eleições gerais após gravação da JBS

Manifestações contra o presidente Michel Temer (PMDB) foram registrados em pelo menos duas capitais do Brasil na noite desta quarta-feira. A renúncia do peemedebista e a convocação de eleições diretas para a Presidência da República eram algumas das demandas nos atos.

Os protestos aconteceram horas após a divulgação pelo jornal O Globo de que Temer teria dado aval para empresários da JBS pagarem mesada ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em troca do silêncio do ex-parlamentar, preso deste outubro de 2016. As informações são do Sputnik news.

Em São Paulo, movimentos populares e grupos ligados ao PT foram às ruas e ocuparam a região do Masp, na Avenida Paulista.

Em Brasília, os manifestantes ficaram por alguns minutos em frente ao Palácio do Planalto gritando palavras de ordem. O Exército foi chamado e houve um princípio de tumulto.

Os mesmos movimentos convocaram manifestações contra Temer em pelo menos 10 cidades brasileiras para esta quinta-feira.

Gravação 

Segundo reportagem do jornal O Globo, os donos da empresa JBS firmaram delação premiada junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) e garantiram possuir uma gravação de Temer dando o seu aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha, preso desde outubro do ano passado pelo seu envolvimento em esquemas de corrupção investigados pela Operação Lava Jato.

A publicação disse ainda que o empresário Joesley Batista já teria entregado a gravação, feita em março deste ano, às autoridades. O pagamento teria sido intermediado pelo deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), parlamentar próximo a Temer, que teria sido filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, dinheiro este enviado por Batista.

Além de Cunha, o operador Lúcio Funaro também teria recebido mesada de Batista para seguir calado. Estes pagamentos também teriam tido anuência de Temer. “Tem que manter isso, viu?”, teria dito o presidente da República na gravação, segundo o jornal. No total, Batista disse ter pago R$ 5 milhões a Cunha como mesada pelo seu silêncio.

Em sua delação premiada, o dono da JBS ainda teria gravado um pedido feito pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) para um aporte financeiro de R$ 2 milhões. Um primo do tucano teria sido filmado pela Polícia Federal recebendo o dinheiro, que acabou depositado na conta de uma empresa de outro tucano, o senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

Tanto Temer quanto Aécio negaram terem cometido qualquer ilegalidade ou terem participado de qualquer tipo de acerto excuso com a JBS. A defesa de Cunha informou que ele não irá se manifestar.

 

FONTE: Sputnik News
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