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Dois ataques deixam a França em estado de alerta.

Dois ataques deixam a França em estado de alerta.

Tiroteio em escola e carta-bomba marcaram a manhã desta quinta-feira.

França: tiroteio em escola de Grasse deixa dois feridos

Um jovem de 17 anos abriu fogo no liceu Alexis de Tocqueville e foi detido pela polícia

Um tiroteio na escola Alexis de Tocqueville, na cidade de Grasse, sul da França, deixou dois feridos, incluindo o diretor da instituição, na manhã desta quinta-feira, informaram fontes policiais. De acordo com o jornal Le Monde, um aluno de 17 anos do liceu foi detido em posse de um rifle, um revólver, duas pistolas e duas granadas. O incidente aconteceu horas antes da explosão de um envelope-bombana sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Paris, que deixou uma pessoa ferida.

O governo francês lançou um alerta de terrorismo através de seu aplicativo e a escola, que atende estudantes de Ensino Médio, foi evacuada. Segundo a emissora BFMTV, forças de segurança anti-terrorismo estão no local. Através do Twitter, o Ministério do Interior pediu que os moradores de Grasse evitassem a região do liceu.

Uma fonte policial informou ao Le Monde que o jovem não era conhecido pelos serviços anti-terrorismo, porém, teria consultado sites da internet sobre assassinatos em massa antes do tiroteio.

Também nesta manhã, uma secretária sofreu ferimentos no rosto e nas mãos ao abrir uma carta-bomba na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) de Paris. A mulher abriu o pacote destinado ao chefe do escritório, Jeffrey Franks. Em reação ao caso, o presidente francês, François Hollande, disse que era preciso falar de “atentado, não há outras palavras”. 

 

Atentado com carta-bomba na sede do FMI em Paris deixa um ferido

O pacote estava destinado ao chefe do escritório, Jeffrey Franks, mas acabou ferindo uma secretária

Uma pessoa ficou ferida na manhã desta quinta-feira ao abrir uma carta-bomba na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) de Paris, informaram fontes da investigação.

Uma secretária foi atingida nas mãos e no rosto ao abrir o envelope, que estava destinado ao chefe do escritório do FMI, Jeffrey Franks, explicou o chefe regional da polícia de Paris, Michel Cadot. Em fala à imprensa, Cadot ressaltou que a vida da mulher não corre perigo, que a explosão não afetou nenhum órgão vital e que “os danos foram bastante limitados”.

O presidente francês François Hollande, no entanto, afirmou que a vítima se encontra “entre a vida e a morte”. Ainda não há nenhuma confirmação médica sobre qual o estado da secretária. 

Em uma visita a Toulon, no sudeste do país, Hollande também confirmou que a explosão foi um atentado, que comprova que “somos sempre visados”. “Além da solidariedade [com o ferido], temos que encontrar os culpados”, completou. 

Com relação ao pacote, que chegou pelo correio ao escritório do FMI, o chefe da polícia disse que continha o que parece uma “bomba pirotécnica ou fogos de artifício”. No momento da explosão, havia três pessoas no escritório. A investigação foi encarregada aos serviços secretos franceses e à polícia local.

A explosão aconteceu no edifício que o FMI compartilha com o Banco Mundial na avenida de Iena, no distrito XVI da capital francesa, que abriga várias embaixadas. O edifício foi evacuado como caráter preventivo e foi estabelecido um perímetro de segurança.

O atentado ocorreu um dia depois que um pacote contendo explosivos foi descoberto no Ministério da Fazenda alemão. O incidente em Berlim foi reivindicado pela organização terrorista grega Conspiração dos Núcleos do Fogo. 

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